A Associação Filantrópica de Proteção aos Cegos celebra 87 anos de história nesta quinta-feira (09), em Presidente Prudente (SP)
A entidade atende cerca de 150 pessoas com deficiência visual e oferece suporte essencial para o desenvolvimento pessoal e social dos assistidos, bem como um serviço multidisciplinar.
“Nós somos uma das entidades mais antigas de Presidente Prudente e isso mostra a importância do nosso trabalho. Hoje, nós atendemos pessoas de 21 cidades diferentes, ou seja, é uma demanda que existe, que nós recebemos e que nós trabalhamos de forma totalmente séria e comprometida”, pontuou o presidente da associação, Henrique Chagas.
Ao longo de sua trajetória, a instituição se consolidou como um importante espaço de acolhimento e transformação, que promove atividades que vão além do atendimento básico.
A associação desenvolve diversos projetos e oficinas, como leitura e escrita em braille, soroban, orientação e mobilidade, informática e tecnologias, aulas de música, entre outras atividades.
“Nós temos uma equipe qualificada e comprometida, que não mede esforços em ajudar a pessoa com deficiência visual no dia a dia. Atualmente, são mais de 20 colaboradores em nosso quadro. A Associação conta com psicólogos, professores, assistente social, enfermeira, nutricionista, profissionais da cozinha e muitos outros”, disse a coordenadora, Eliete Margutti.
Ao completar 87 anos de história, a instituição reafirma o seu compromisso com os assistidos e celebra uma trajetória construída com dedicação, solidariedade e impacto positivo na vida de milhares de pessoas.
“Muitas pessoas nos ajudaram até aqui e ainda nos ajudam. Essa história começou a ser construída em 1939 e a gente dá continuidade nos dias de hoje, seguindo todos os valores, princípios e muita ética”, afirmou a vice-presidente da associação, Lika Chagas.
Ao longo do ano, a Associação dos Cegos realiza eventos e ações sociais, com o intuito de arrecadar fundos e manter os projetos em andamento.
“Sempre que possível, vá aos eventos das entidades filantrópicas, pois elas dependem disso. Por falta de verbas, não conseguimos ampliar os nossos serviços ainda. A demanda existe, mas falta mais estrutura. Ao lado da nossa cozinha, por exemplo, nós começamos a construir um outro prédio, mas, infelizmente, nós tivemos que parar. A gente quer retomar essa construção, porque ela serviria para ampliar o nosso trabalho, mas é necessária uma ajuda financeira”, finalizou Margutti.