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Após agredir e ameaçar de morte a própria esposa, homem é preso em flagrante por violência doméstica no Jardim Itapura 2, em Presidente Prudente

Polícia Militar constatou sinais de arrombamento no portão da residência do casal.

Por: ifronteira.com
17/07/2026 às 18:40
Homem, de 33 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica, no Jardim Itapura 2, em Presidente Prudente (SP) |
Homem, de 33 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica, no Jardim Itapura 2, em Presidente Prudente (SP) | Foto: TV Fronteira

Um homem, de 33 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica, na tarde desta sexta-feira (17), no Jardim Itapura 2, em Presidente Prudente (SP).

De acordo com as informações que constam no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, o suspeito foi detido pela Polícia Militar após agredir e ameaçar de morte a própria esposa, de 43 anos.

Na residência do casal, a Polícia Militar constatou que a cerca elétrica estava danificada e o portão apresentava sinais visíveis de arrombamento, com marcas no chão indicando que havia sido forçado.

A mulher declarou que convive com o rapaz há aproximadamente dois meses. Ela relatou que, na noite anterior, ele recebeu mensagens de um amigo contendo fotos de carros e motos. Após a mulher questionar-lhe do que se tratava, o suspeito teria ficado agressivo, recusando-se a responder e demonstrando irritação por problemas que estaria enfrentando com seu patrão. Em seguida, tomou seu celular para verificar o conteúdo do equipamento, iniciando uma disputa física pelo aparelho.

Durante essa luta corporal, ele teria subido sobre a mulher na cama e passado a esganá-la, dizendo que iria matá-la, apertando seu pescoço com força a ponto de ela perder o fôlego e as forças.

Ainda segundo a versão da vítima, o rapaz, ao perceber que ela estava prestes a desmaiar, desferiu-lhe um soco no peito e voltou a enforcá-la, continuando a ameaçá-la de morte.

A mulher salientou que o marido aparentava estar completamente transtornado e que é usuário de drogas, embora não saiba se estava fazendo uso ou sofrendo abstinência. Informou ainda que ele quebrou seu celular e continuou a agredi-la. Acrescentou que, ao longo da noite, ele alternava agressões com pedidos de desculpas. Segundo a vítima, o homem tentou manter relação sexual contra sua vontade, retirando suas roupas à força, introduzindo os dedos em sua vagina sem consentimento e humilhando-a, para depois chorar, pedir desculpas e dizer que a amava, afirmando que situações semelhantes já haviam ocorrido outras vezes.

A mulher pontuou que, após sair para comprar um novo cadeado para o portão de sua casa, encontrou o agressor esperando em frente ao imóvel. Ao vê-lo, desceu rapidamente do veículo e correu para dentro da residência, sendo perseguida por ele. Disse que ele tentou agarrá-la, forçar a abertura do portão, chutá-lo e empurrá-lo, além de ameaçá-la novamente de morte, exigindo que ela permitisse sua entrada.

Diante disso, a vítima trancou-se em casa e acionou a Polícia Militar.

Antes da chegada da viatura, ele fugiu do local, mas depois retornou para buscar seus pertences, ocasião em que ela entregou seus objetos pelo portão. Apesar disso, ele voltou novamente ao local, insistiu em entrar na residência e reiterou as ameaças de morte, motivo pelo qual ela acionou a polícia outra vez.

A vítima declarou ainda que ele dizia que não tinha nada a perder, que não iria embora e que não aceitaria o término do relacionamento.

Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito alegou que havia retornado à residência da vítima para pedir que ela lhe entregasse seu celular, que havia ficado dentro da casa, pois precisava ligar para sua irmã, bem como sua bolsa e demais pertences. Relatou que a vítima colocou seus objetos junto ao portão e pediu que ele os retirasse por baixo. Como não conseguia passar a bolsa e as roupas pela abertura existente, afirmou que puxou o portão para possibilitar a retirada dos pertences, e que apenas queria recuperar seu celular e ir embora.

Ele relatou que, após pegar suas coisas, subiu a rua, virou a esquina e já estava próximo a um posto quando foi abordado pela viatura policial, não estando mais em frente à residência no momento da prisão. Afirmou que não danificou o portão, sustentando que apenas o puxou, fazendo com que saísse do encaixe inferior e se deslocasse para trás, ocasião em que empurrou o trinco para retirar seus pertences.

Além disso, o suspeito negou ter proferido qualquer ameaça contra a vítima.

A Polícia Civil requereu ao Poder Judiciário a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva do suspeito por entender tratar-se de medida necessária para a garantia da ordem pública, diante da concreta probabilidade de reiteração criminosa, e, sobretudo, para assegurar a eficácia das medidas protetivas de urgência a serem deferidas em favor da vítima.