O Comitê de Ação Cultural (CAC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) está com inscrições abertas para oficinas gratuitas de crochê, dança de salão, criação de livros infantis e clube do livro, abertas à comunidade, em Presidente Prudente (SP).
Na oficina de criação de infantis, crianças e adultos terão a oportunidade de explorar o universo da literatura de maneira lúdica e prática e transformar suas ideias em palavras, diálogos e ilustrações. A oficina convida os participantes a passarem por todo o processo criativo de construção de um livro infantil.
Com o objetivo de atender melhor ao público, o curso contará com duas turmas. A primeira, terá aulas às terça-feiras, a partir das 15h30, e será voltada ao público infantil alfabetizado.
Já a segunda, será às sexta-feiras, às 16h30, destinada aos adultos interessados. Ambas as turmas terão as aulas na biblioteca da FCT Unesp.
A oficina será ministrada pela psicóloga, pós-graduanda em neurociências e graduanda em pedagogia, Izadora Gresenberg, escritora de livros infantis e fundadora da Editora Porco-Espinho.
Para Izadora, estimular a criatividade ainda na infância é fundamental para o desenvolvimento de habilidades como autonomia, expressão e confiança.
“Escolhi trabalhar com crianças porque acredito que a criatividade floresce quando é incentivada desde cedo. A infância é um período em que a imaginação é muito rica, e oferecer um espaço para que elas criem suas próprias histórias fortalece a expressão, a autonomia e a confiança. Além disso, quero mostrar que elas também podem ser autoras e perceber que suas ideias têm valor”, afirmou.
Ela destaca ainda que envolver crianças na criação de um livro é uma forma de dar espaço para que expressem suas experiências, sentimentos e imaginação, tornando-se protagonistas da própria história.
“Quando uma criança percebe que é capaz de transformar uma ideia em um livro, ela passa a enxergar a leitura e a escrita como ferramentas de expressão e transformação”, comentou a psicóloga.

Com o objetivo de apresentar à comunidade um hobby fora das telas e valorizar o trabalho manual, a oficina de crochê será ministrada pela aluna de fisioterapia Letícia Jesuina da Silva Costa.
Letícia aprendeu a crochetar com sua avó e, agora, pretende transmitir esses conhecimentos ao público, atendendo desde pessoas iniciantes na arte do crochê até participantes mais experientes, que levam seus próprios projetos para receber orientações e aperfeiçoar suas técnicas.
Os encontros são realizados semanalmente e foram planejados para promover o aprendizado gradual do crochê. Nas primeiras aulas, os alunos aprendem os fundamentos básicos da técnica, como o manuseio da agulha e da linha, a execução de correntinhas, ponto baixo, ponto alto, ponto baixíssimo e a leitura de gráficos.
As aulas ocorrem em dias diferentes para duas turmas, às segunda-feiras, às 17h30, e às quarta-feiras, às 18h15.
No segundo semestre, a oficina de dança de salão, ministrada pelo aluno de fisioterapia Henrique Paranhos Fernandes.
Henrique é professor de dança de salão há mais de 10 anos e coleciona experiências na área, já tendo atuado como personal, em navios, e como coreógrafo.
“Já faz tempo que a dança faz parte da minha vida. Venho de uma família de professores de dança, então tenho contato com ela de maneira ativa desde os meus sete anos de idade, e hoje estou com 29 anos”, relembrou.
As aulas ocorrem semanalmente, às quarta-feiras, às 17h30, e cada encontro trabalha um ritmo diferente, entre forró, bolero, samba de gafieira e sertanejo.
A proposta é diversificar as atividades de maneira lúdica, para que os participantes se sintam confortáveis em diferentes estilos de dança.
Além do aspecto social, as aulas auxiliam na preparação física.
“Nós trabalhamos o sistema cardiorrespiratório, a cognição motora, a memória, além da musicalidade e do equilíbrio. Então, também é uma atividade fisioterapêutica, já que a terapia por meio da dança, em si, já é muito completa”, afirmou.
Batida. Poesia. Movimento. Essas três palavras resumem o novo clube do livro da FCT Unesp, organizado pelo Comitê de Ação Cultural (CAC) em parceria com a produtora BPM. O clube busca unir música e leitura em um mesmo espaço, ao promover debates e trocas de experiências, além de conectar seus participantes por meio da leitura.
Para Saulo Vinícius da Silva, DJ e assistente de produção do clube, o nome faz referência às “batidas por minuto”, unidade utilizada por DJs e músicos para medir o ritmo das músicas.
“A gente queria brincar com essa ideia da leitura e da música. Ao trazer esse nome para o clube, traduzimos um pouco das expectativas que temos para esses encontros, onde música e literatura caminham juntas na construção desse movimento de incentivo à leitura que estamos propondo”, contou Saulo.
As reuniões terão início no dia 4 de agosto, no coworking da biblioteca, com a leitura coletiva do livro escolhido “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC's.
A escolha da obra tem como objetivo aproximar a literatura da música, com reflexões sobre questões como o racismo estrutural e as desigualdades sociais, temas que dialogam diretamente com a proposta do clube, que busca fomentar debates sobre assuntos contemporâneos, como preconceitos e diferenças.
Para participar das oficinas gratuitas do CAC é preciso fazer inscrição por meio de formulário on-line disponível no perfil do Instagram @cacfct.
