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Homem chega em casa alterado, agride esposa, enteada e o próprio filho de apenas 2 meses e acaba contido por policiais com gás de pimenta

Polícia Civil requereu ao Poder Judiciário a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Por: ifronteira.com
04/09/2026 às 15:34
Homem, de 25 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica, em Presidente Prudente (SP) |
Homem, de 25 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica, em Presidente Prudente (SP) | Foto: TV Fronteira

Um homem, de 25 anos, foi preso em flagrante por violência doméstica, na manhã desta sexta-feira (4), no bairro Residencial Minerva 2, em Presidente Prudente (SP).

De acordo com as informações que constam no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, o suspeito agrediu a esposa, de também de 25 anos, a enteada, de 8 anos, e o próprio filho, um bebê de apenas 2 meses de idade.

Para contê-lo, os policiais militares tiveram de usar gás de pimenta, diante da resistência demonstrada pelo suspeito durante a abordagem.

A mulher contou que o marido havia ficado a noite toda fora de casa e chegado por volta das 6h totalmente alterado e agressivo. Ela não soube dizer se o suspeito tinha feito uso de drogas ou bebidas alcoólicas.

Ainda segundo a vítima, o rapaz, de forma gratuita, agrediu a enteada, com uma "voadora" na altura do pescoço que a derrubou no chão, e, em seguida, desferiu um tapa no rosto do filho e o puxou pela perna devido ao choro. Quando tentou intervir, a mãe das crianças também foi agredida com socos.

A vítima disse que o marido a xingou e proferiu ameaças de morte, afirmando que, caso a polícia fosse acionada, ela e as crianças teriam "destino certo" quando ele deixasse a prisão.

Quando o suspeito recolheu-se para dormir, a mulher aproveitou para acionar a Polícia Militar, que compareceu à residência.

Ao ser acordado, o homem partiu para cima dos policiais militares, que usaram gás de pimenta para contê-lo e algemá-lo.

Questionado sobre os fatos pelos militares, ele disse não se recordar de nada.

O indiciado foi interrogado pela Polícia Civil, mas preferiu fazer uso do direito ao silêncio e se manifestar somente depois de ser orientado por um advogado.

A Polícia Civil requereu ao Poder Judiciário a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

A mulher pediu a concessão de medidas protetivas, temendo por sua integridade física e de seus filhos.