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Após Seduc suspender transporte escolar, alunos ficam sem ir às aulas em Presidente Prudente

Medida afeta 121 alunos da rede estadual, além de estudantes da rede municipal.

Por: TV Fronteira
29/09/2026 às 12:52
Secretaria Municipal de Educação (Seduc), em Presidente Prudente (SP) |
Secretaria Municipal de Educação (Seduc), em Presidente Prudente (SP) | Foto: TV Fronteira

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) suspendeu o transporte escolar terceirizado em regiões de Presidente Prudente (SP). As áreas afetadas envolvem os distritos de Ameliópolis, Eneida, Floresta do Sul e Montalvão e ainda a Vila Nova Prudente e bairros vizinhos.

Em nota enviada à TV Fronteira, a pasta informou que a paralisação do serviço é de forma preventiva após a identificação de falhas graves de segurança e manutenção nos veículos da empresa contratada.

Além disso, a medida afeta 121 alunos da rede estadual, além de estudantes da rede municipal. Segundo a secretaria , a previsão é regularizar o serviço definitivamente em até oito dias úteis.

A Seduc também pontuou que, enquanto isso, a Prefeitura disponibiliza passe escolar gratuito no transporte público e avalia o uso emergencial de frota própria. A contratação de uma nova empresa deverá exigir veículos vistoriados, motoristas fixos e monitores durante o transporte.

 

 

Problemas recorrentes

 

Pais de alunos e moradores do bairro Vila Nova Prudente enfrentam dificuldades com a prestação do serviço de transporte escolar das crianças na região.

Por não haver unidade de ensino próximo, os alunos dependem exclusivamente das vans de transporte oferecidas pela rede pública para se deslocarem até as escolas, como a Escola Estadual Ettore Marangoni, no distrito de Montalvão.

Segundo os relatos da comunidade, há cerca de 8 meses os problemas são recorrentes. Após mudanças de motoristas decorrentes de processos licitatórios, as famílias passaram a enfrentar veículos que quebram com frequência, atrasos repetitivos nos horários de embarque e desembarque, paradas fora dos pontos combinados e ausência de monitores qualificados para acompanhar os estudantes.

A situação atingiu seu ponto crítico após a Seduc notificar a comunidade de que as vans ficariam suspensas por alguns dias devido à perda do contrato da empresa e perueiros que operavam no local. 

Sem alternativas ou transporte próprio, diversas crianças ficaram impedidas de frequentar as aulas. 

Além desse problema, existem outras reclamações recentes sobre o transporte escolar na zona rural e distritos de Presidente Prudente. Em Floresta do Sul, por exemplo, foram registrados atrasos, veículos sucateados e troca constante de condutores.