Após chamar vizinha de ‘macaca’ e ‘neguinha do cabelo duro’, homem é preso em flagrante por injúria racial em Presidente Prudente

Caso foi registrado nesta segunda-feira (11), no Jardim Cobral.

Por: ifronteira.com
11/05/2026 às 15:09
Homem, de 35 anos, foi preso em flagrante por injúria racial, em Presidente Prudente (SP) |
Homem, de 35 anos, foi preso em flagrante por injúria racial, em Presidente Prudente (SP) | Foto: TV Fronteira

Um homem, de 35 anos, foi preso em flagrante por injúria racial a uma mulher, de 24 anos, em um conjunto habitacional de prédios, no Jardim Cobral, em Presidente Prudente (SP), na manhã desta segunda-feira (11).

De acordo com as informações que constam no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, ambos são vizinhos de apartamentos no mesmo edifício e o agressor teria usado expressões como “macaca” e “neguinha do cabelo duro” para ofender a vítima.

A vítima contou à Polícia Civil que, por volta de meia-noite, ao chegar do trabalho, o vizinho, acompanhado de um amigo, passou a bater à porta de seu apartamento, pedindo para entrar com a intenção de fumar narguilé e tomar um copo, mas ela se recusou a abrir em razão do horário e da inexistência de qualquer vínculo com ele.

Diante da negativa, segundo o Boletim de Ocorrência, o vizinho passou a proferir ofensas de cunho racial, chamando-a de “neguinha do cabelo duro”, dizendo-lhe para “comer banana” e afirmando que “até o Michael Jackson era mais branco e tinha o cabelo mais liso”.

Isso motivou a vítima a acionar a Polícia Militar, que, quando chegou ao prédio, não mais encontrou o suspeito no local.

No entanto, por volta de 8h, enquanto a vítima dormia, o indiciado voltou a bater à porta do apartamento, novamente proferindo xingamentos, chamando-a de “neguinha do cabelo duro” e incitando-a a sair do imóvel juntamente com a amiga com quem reside.

Novamente, a vítima acionou a Polícia Militar, que encontrou o suspeito no local. Inicialmente, o morador recusou-se a permitir a entrada dos policiais. Mas, mesmo assim, após a intervenção, a vítima foi conduzida à delegacia na viatura policial, ocasião em que o suspeito continuou a proferir-lhe ofensas, dizendo que os “dentes dele eram mais brancos” e que o “cabelo dela era duro”.

O suspeito alegou que, ao comparecer ao apartamento vizinho para cobrar o pagamento de uma corrida solicitada por aplicativo de transporte por uma moradora, de 19 anos, teria sido tratado de forma ofensiva pela mulher de 24 anos.

Segundo ele, a mulher teria lhe dirigido xingamentos, como “noia de pó”, “lixo” e “vagabundo”, razão pela qual foi embora e, posteriormente, retornou novamente pela manhã para tentar falar com a outra moradora. O suspeito afirmou à Polícia Civil que, na ocasião, a mulher de 24 anos continuou lhe afrontando. O homem negou que tivesse proferido quaisquer ofensas de cunho racial ou relacionadas à cor da pele da vítima. O vizinho ainda declarou acreditar que as supostas ofensas atribuídas a ele decorreriam do fato de a moradora não gostar dele e querer prejudicá-lo. Ele ainda ressaltou que não foi agressivo e que tentou apenas resolver a situação.

Como se trata de crime inafiançável no âmbito da Polícia Civil, o homem permaneceu preso em flagrante à disposição da Justiça.