Mãe abandona filha de 6 anos sozinha para passar a noite na casa do namorado e acaba presa em flagrante em Presidente Prudente

Criança foi entregue para guarda provisória ao avô paterno.

Por: ifronteira.com
16/05/2026 às 17:52
Caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em Presidente Prudente (SP) |
Caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em Presidente Prudente (SP) | Foto: TV Fronteira

Uma mulher, de 32 anos, foi presa em flagrante por abandono de incapaz, neste sábado (16), no Conjunto Habitacional João Domingos Netto, em Presidente Prudente (SP).

De acordo com as informações que constam no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a suspeita teria deixado a própria filha, de apenas seis anos de idade, sozinha em sua residência, enquanto passava a noite na casa do namorado.

Os policiais militares foram acionados para o atendimento da ocorrência e quando chegaram ao local depararam-se com vizinhos que já estavam em frente à residência da vítima.

As testemunhas informaram que a mãe havia abandonado sua filha durante toda a noite. Os vizinhos relataram que a criança encontrava-se chorando no quintal da residência desde as 5h, circunstância que motivou a denúncia. Além disso, os policiais receberam a informação de que tal conduta vinha ocorrendo já havia vários dias.

Os policiais declararam que foi possível visualizar, através da fresta do portão, a criança chorando, descalça e falando sozinha repetidas vezes frases como “a mamãe vai voltar, está tudo bem” e “a mamãe logo volta”.

Ainda, os policiais relataram que tentaram contato com algum morador da residência, batendo palmas e chamando por diversas vezes, contudo, não obtiveram resposta.

Diante da situação, pularam o muro da residência e encontraram a menina sozinha, chorando e descalça, a qual dizia que não havia problema, pois sua mãe logo retornaria, demonstrando que possivelmente havia sido orientada a falar daquela maneira.

A mãe da criança chegou ao local depois de ter sido avisada por populares de que a polícia se encontrava em frente à sua residência.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a mulher confirmou que havia saído durante a noite para ir à casa de seu namorado, deixando a filha sozinha na residência, e que somente retornara naquele momento após ser alertada pelos vizinhos acerca da presença policial no local.

Ela teria alegado que sua mãe e seu padrasto teriam permanecido no local durante a noite, saindo apenas pela manhã para trabalhar, mas esta versão foi desmentida pelos vizinhos, os quais afirmaram que a criança permaneceu sozinha durante toda a noite e que tal situação é recorrente. Segundo eles, seria comum a criança passar vários dias chorando no quintal, dizendo estar sozinha.

Os policiais ainda declararam ter presenciado a mulher dizer à criança a seguinte frase: “Se eles levarem a mamãe, você vai ficar sozinha e será pior”.

Em depoimento prestado à Polícia Civil, a mulher contou que, na mesma residência, moram também, além dela própria e da filha, sua mãe e seu padrasto.

Ela declarou que, por volta de 0h10, dirigiu-se à residência de seu namorado, deixando sua filha dormindo sob os cuidados de sua mãe e de seu padrasto, os quais, segundo afirmou, saem para trabalhar por volta das 5h.

A mulher ressaltou que não abandonou sua filha e sustentou que a criança permaneceu sozinha apenas por um curto período, entre aproximadamente 5h30 e 7h.

Ela disse que retornou à sua residência por volta das 8h, ocasião em que encontrou policiais militares no local, os quais alegavam que sua filha havia sido abandonada. Afirmou, ainda, que habitualmente retorna à residência antes do horário em que sua mãe e seu padrasto saem para o trabalho, contudo, neste sábado, acabou se atrasando um pouco. Por fim, a mulher declarou que tal situação não voltará a ocorrer.

O Conselho Tutelar foi acionado e compareceu à DDM.

A criança foi entregue, mediante termo de guarda provisória, ao avô paterno, que aceitou ficar com a neta.

A Polícia Civil decretou a prisão em flagrante da suspeita pelo crime de abandono de incapaz.

Na fase policial, não existe fiança para este tipo de delito.

Um inquérito policial foi instaurado para o esclarecimento do caso.