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Colorau além do tempero: Nova Alta Paulista lidera produção de urucum no Estado de São Paulo

Planta brasileira fornece o corante natural mais utilizado pela indústria para dar cor aos alimentos.

Por: Agência SP
19/07/2026 às 11:03
Nova Alta Paulista lidera produção de urucum no Estado de São Paulo |
Nova Alta Paulista lidera produção de urucum no Estado de São Paulo | Foto: Freepik

Você provavelmente já usou colorau para temperar um frango ou dar mais cor ao arroz. Mas o que pouca gente sabe é que o ingrediente presente na cozinha brasileira tem origem em uma planta nativa da Amazônia que está presente em muito mais produtos do que se imagina: o urucum.

Conforme divulgado pela Agência SP, matéria-prima do colorífico, nome técnico do condimento conhecido como colorau, o urucum fornece um pigmento vermelho chamado bixina, o corante natural mais utilizado pela indústria de alimentos. Queijos, salsichas, linguiças, balas, doces, sorvetes, bebidas e diversos outros produtos recebem a coloração característica graças às sementes dessa planta. Fora da alimentação, a bixina também é utilizada na fabricação de vernizes, batons, blushes e em outras aplicações industriais.

Embora seja uma espécie nativa da região Amazônica, o urucum se adaptou muito bem às condições paulistas. Hoje, São Paulo é o maior produtor nacional, e o Brasil ocupa a liderança mundial na produção da cultura. A principal região produtora paulista está na Nova Alta Paulista, abrangendo municípios entre Tupã (SP) e Panorama (SP), com destaque para São João do Pau D’Alho (SP), Monte Castelo (SP), Tupi Paulista (SP) e Irapuru (SP), onde a cultura movimenta a economia agrícola local.

Com o início da safra principal, entre os meses de junho e agosto, o produtor rural recebe atualmente entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo das sementes. Em algumas variedades, como o urucum-anão, ainda é possível colher uma segunda safra entre dezembro e março, dependendo da época de plantio e do manejo da lavoura.