Em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (3), a Justiça converteu para prisão preventiva a prisão em flagrante de um homem, de 50 anos, por estupro de vulnerável, em Panorama (SP). Ele foi encaminhado para uma unidade prisional compatível com a natureza do delito.
De acordo com as informações repassadas pela Polícia Civil ao ifronteira.com, o suspeito havia sido detido na noite do domingo (2), no bairro Bela Vista II.
Conforme o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi inicialmente acionada para atender a um caso de desaparecimento de uma criança. Durante as diligências, a criança foi localizada e o homem, de 50 anos, foi identificado como o responsável por tê-la conduzido até sua residência.
A Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e representou ao Poder Judiciário pela conversão em prisão preventiva. Na audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
Segundo a polícia, não há informação de parentesco entre o investigado e a vítima.
A ocorrência foi inicialmente atendida como desaparecimento de criança. No entanto, a vítima foi localizada por uma testemunha, que acionou a Polícia Militar.
A criança foi encaminhada ao Pronto Atendimento, em Panorama, para avaliação médica e, posteriormente, foi requisitado exame pericial ao Instituto Médico Legal (IML), em Dracena (SP), cujo laudo é aguardado.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável. Porém, a Polícia Civil ressaltou que esse tipo penal abrange tanto a conjunção carnal quanto outros atos libidinosos praticados contra pessoa vulnerável. A confirmação da materialidade dos fatos dependerá da conclusão dos exames periciais e da análise dos demais elementos de prova reunidos durante as investigações.
A Delegacia da Polícia Civil, em Panorama, prosseguirá com o inquérito policial, realizando as diligências necessárias, incluindo a coleta de novas provas, a oitiva de eventuais testemunhas e a juntada dos laudos periciais. Após a conclusão das investigações, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.