Os dois últimos investigados da Operação Recon que ainda estavam foragidos da Justiça foram presos, nesta sexta-feira (14), em Álvares Machado (SP) e Presidente Prudente (SP).
A operação havia sido deflagrada, em outubro de 2025, para frustrar um audacioso plano de atentados da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra autoridades públicas do Oeste Paulista, incluindo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).
Na ocasião, foram cumpridos 25 mandados de busca domiciliar nas seguintes cidades:
Ainda naquela oportunidade, as investigações revelaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e altamente disciplinada, incumbida de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, com a finalidade de preparar atentados contra alvos previamente selecionados.
A Polícia Civil concluiu as investigações e representou ao Poder Judiciário pela decretação de quatro prisões preventivas, determinando o indiciamento pelo crime de integrar organização criminosa majorado dos suspeitos identificados como integrantes da célula responsável pelo monitoramento e pelo mapeamento de autoridades públicas.
O Gaeco apresentou denúncia contra os investigados e a 3ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores da Capital deferiu integralmente o pedido, decretando as quatro prisões preventivas.
Nesta sexta-feira, em atuação conjunta, policiais civis e militares localizaram os dois últimos investigados que ainda permaneciam foragidos, dando cumprimento à totalidade dos mandados de prisão preventiva expedidos no âmbito da Operação Recon. Com isso, todos os quatro integrantes indiciados pela célula de reconhecimento e vigilância encontram-se atualmente sob custódia do Estado.
A Polícia Civil ainda representou ao Poder Judiciário para que os quatro presos sejam removidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), o mais rígido do sistema prisional brasileiro, considerado compatível com o perfil criminal apurado nas investigações.