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Espetáculo infantil propõe reencontro poético e crítico com a história de Presidente Prudente

Atividade ocorre neste domingo (6), às 17h.

Por: ifronteira.com
05/09/2026 às 16:18
Atividade ocorre neste domingo (6), às 17h |
Atividade ocorre neste domingo (6), às 17h | Foto: Divulgação

O Museu e Arquivo Histórico (MAH) “Prefeito Antônio Sandoval Netto” será palco do espetáculo "Prudentinha: Sertão de quem?" neste domingo (6), às 17h, em Presidente Prudente (SP).

Idealizado pela Cebotar Produções, o espetáculo transforma a história da cidade em uma aventura lúdica, acessível e encantadora, voltada especialmente para o público infantil, mas que dialoga com todas as idades. 

 

História, poesia e reciclagem em cena 

 

Com direção de Elora Carolina e dramaturgia da Cebotar, o espetáculo solo/monólogo propõe uma viagem no tempo através do olhar de Amendoim, um velho catador de histórias inspirado em uma figura real do arquivo histórico municipal. 

Acompanhado de seu carrinho, o Cataletra, que guarda as memórias da cidade em caixas e objetos reciclados, Amendoim reconstrói o surgimento de Presidente Prudente de maneira inventiva, mesclando fatos, lendas, humor e poesia. 

"A ideia nasceu da percepção de que a história da cidade, muitas vezes, permanece distante do cotidiano dos moradores, em especial das crianças. Nosso objetivo não é apenas contar os fatos, mas sim provocar a reflexão sobre as camadas invisibilizadas desse processo: os povos indígenas, os animais que perderam seus espaços e os trabalhadores que ajudaram a construir Prudente," explica Cebotar. 

 

A boca do sertão em múltiplas vozes 

 

Em uma performance dinâmica e marcada por um visual expansivo e elementos recicláveis, o ator da Cebotar interpreta sete personagens arquetípicos, desde Manoel Goulart, o Coronel, até O Operário, que representa o corpo coletivo da construção da cidade, e o satírico O Grilo, figura que denuncia a grilagem das terras com ironia política. 

A concepção cênica adota uma estética de realismo poético e linguagem de teatro de rua. Grande parte dos adereços e cenografia foi construída com materiais reciclados, uma escolha que reforça a ideia central da peça: reciclar não só matérias, mas também histórias e memórias, propondo um olhar afetivo e crítico sobre a formação do território. 

O espetáculo tem duração de 1 hora e é um convite para que o público, de 5 a 105 anos, redescubra a cidade onde vive, valorizando a curiosidade, a arte e a memória como motores de transformação.