Uma fêmea de filhote de anta (Tapirus terrestris) foi resgatada nesta segunda-feira (7) com uma fratura na pata no distrito de Planalto do Sul, em Teodoro Sampaio (SP).
Segundo a Polícia Militar Ambiental, o gestor do Parque Estadual do Morro do Diabo compareceu à sede da corporação com o animal, de aproximadamente 15 dias de vida, informando aos policiais que estava com fratura em uma das patas traseiras.
Segundo informações do gestor, a anta foi encontrada nas proximidades do Distrito de Planalto do Sul, entre as rodovias vicinais SPV-031 e SPV-035.
O animal foi levado até a Associação Protetora dos Animais Silvestres, em Assis (SP), sendo entregue ao médico veterinário que prestou os primeiros socorros.
Assim que se recuperar e estiver em condições, a anta será devolvida ao seu habitat natural.
Segundo a Polícia Ambiental, a anta é o maior mamífero terrestre do Brasil e o segundo da América do Sul, tendo até 300 quilos de peso e 242 centímetros de comprimento.

Diferencia-se das outras espécies do gênero Tapirus por possuir uma crista sagital proeminente e uma crina. Apresenta uma probóscide, que é usada para coletar alimento.
É o último animal da megafauna na Amazônia e possui uma dieta frutívora, e tem um papel importante na dispersão de sementes, principalmente de palmeiras.
Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada e a onça-parda.
É um animal solitário e vive em territórios de 5 quilômetros quadrados de área, em média. A anta tem reprodução lenta, com uma gestação que pode durar mais de 400 dias e parem apenas um filhote por vez, que pesa entre 3,2 e 5,8 quilos. Podem viver até 35 anos de idade.
Ainda conforme a Polícia Ambiental, a anta é listada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, mas seu estado de conservação varia ao longo de sua distribuição geográfica sendo crítica na Argentina, nos llanos da Colômbia e regiões da Mata Atlântica brasileira.
Desapareceu no limite sul de sua distribuição geográfica, da Caatinga e das regiões próximas aos Andes.
É ameaçada principalmente pela caça predatória (por ter um ciclo reprodutivo muito lento) e conversão de seu habitat em campos cultivados. Apesar disso, ainda ocorre em muitas unidades de conservação e em zoológicos.


