Uma mulher, de 49 anos, ateou fogo em um cômodo da residência onde mora com o marido, de 52 anos, durante uma briga do casal, no Parque dos Pinheiros, em Álvares Machado (SP), nesta quinta-feira (4).
Quando chegaram ao local para o atendimento da ocorrência, os policiais militares depararam-se com o homem em frente à residência, de onde, em seguida, saiu a mulher.
Ela alegou que havia ateado fogo na casa como forma de punição, em razão de suposta agressão praticada pelo marido.
Os policiais entraram na residência e constataram a existência de fogo em um dos quartos, motivo pelo qual acionaram o Corpo de Bombeiros para conter as chamas.
O marido declarou que, havia algumas semanas, tinha retomado a convivência com a esposa na residência de sua propriedade. Ele informou ainda que, antes da chegada da equipe policial, houve uma discussão do casal, ocasião em que teria sido agredido pela mulher.
Ambos foram encaminhados à Santa Casa de Misericórdia, em Álvares Machado, para realização de exames de corpo de delito e, posteriormente, conduzidos à Delegacia da Polícia Civil para prestarem depoimentos, após os quais acabaram liberados.
A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia na casa.
Segundo a Polícia Civil, as versões apresentadas são contraditórias e não houve testemunhas presenciais que pudessem elucidar a real dinâmica dos fatos.
Os exames de corpo de delito indicaram lesões aparentes em ambos, confirmando que a briga havia resultado em agressões mútuas.
Ainda segundo a Polícia Civil, as chamas do incêndio foram rapidamente contidas e ficaram restritas a um único cômodo do imóvel, sem comprometimento da estrutura da edificação nem riscos concretos à integridade física de terceiros.
O caso foi registrado como lesão corporal qualificada e dano no contexto de violência doméstica, sem prejuízo de novo enquadramento jurídico com o avançar das investigações no transcorrer do inquérito policial que será instaurado.
De acordo com a Polícia Civil, foi formalizado ao Poder Judiciário o pedido de concessão de medidas protetivas de urgência feito pela mulher com os objetivos de assegurar a devida proteção à vítima e evitar eventuais prejuízos pelo decurso do tempo.