Terapeuta reforça que maternidade não é sobre perfeição, mas, sim, amor e presença

Sandra Mara Tarifa Botta, de Presidente Prudente (SP), reflete sobre a cobrança que muitas mulheres sentem ao criarem um filho.

Por: Júlia Guimarães, ifronteira.com
10/05/2026 às 05:00
Sandra Mara Tarifa Botta destaca que 'cada mãe faz o melhor que pode com o que tem' |
Sandra Mara Tarifa Botta destaca que 'cada mãe faz o melhor que pode com o que tem' | Foto: Cedida

O dicionário define “mãe” como um substantivo feminino e comum, que caracteriza aquela que gerou, deu à luz ou criou um ou mais filhos. Além disso, é uma palavra primitiva, que representa uma pessoa e dá base para outros termos e sinônimos da língua portuguesa. Mais ousado, há quem defina como “o que há de mais importante” e “o maior amor do mundo”.

Entretanto, tais definições culminam para que a sociedade espere que toda mãe seja perfeita e dê conta de tudo, o tempo todo, a cada segundo. 

Neste sentido, a terapeuta Sandra Mara Tarifa Botta, de Presidente Prudente (SP), reforça que a maternidade não é sobre perfeição, mas sobre amor, presença e construção diária. “Cada mãe faz o melhor que pode com o que tem”.

 

“Ser mãe é viver para além de si mesma. É amar incondicionalmente, educar, orientar e estar presente em todos os momentos. É uma missão de amor que transforma a nossa vida”, descreve.

 

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Sandra Mara Tarifa Botta conta que, assim que segurou a filha nos braços, sentiu que tinha uma missão | Foto: Cedida 

 

Missão

 

Mãe da terapeuta integrativa Tatiana Tarifa Botta Perucci, Sandra compartilha que começou a se sentir mãe ainda na gestação, mas isso se confirmou de verdade no dia em que segurou a filha nos braços pela primeira vez. 

 

“Ali eu entendi que minha vida nunca mais seria só minha — eu tinha uma missão”, afirma.

 

Ao saber que estava grávida, ela conta que foi uma mistura de alegria, emoção e também um certo medo. 

 

“Era algo muito grande, uma responsabilidade enorme, mas ao mesmo tempo um presente de Deus que encheu meu coração de amor”, conta.

 

 

Sandra Tarifa Botta destaca que ser avó é reviver a maternidade de forma ainda mais doce | Foto: Cedida

 

Como mãe, a terapeuta se considera muito presente, participativa e cuidadosa. 

 

“Sempre acompanhei de perto a educação da minha filha, tanto na escola quanto na vida espiritual. Sempre procurei ensinar valores, mostrar o valor das coisas e, acima de tudo, estar disponível para conversar”, pontua.

 

Agora, como avó, ela descreve viver uma experiência maravilhosa. 

 

“Ser avó é uma experiência maravilhosa. É um amor mais leve, mais tranquilo, mas ao mesmo tempo muito intenso. É como reviver a maternidade de uma forma ainda mais doce”, disse ao ifronteira.com

 

Sandra destaca que, além de mãe e filha, ela e Tatiana são companheiras de vida | Foto: Cedida

 

Companheiras de vida

 

Sandra relata que tem uma relação muito próxima com a filha, baseada em respeito, carinho e parceria.

 

“Sempre fomos muito unidas. Hoje, além de mãe e filha, somos amigas e companheiras de vida”, afirma.

 

Ela também descreve Tatiana como uma mulher forte, responsável e muito dedicada. Aguém que sempre esteve ao seu lado, ajuda, cuida e que tem um coração muito bom.

 

“Admiro a força dela, a capacidade de enfrentar desafios e o quanto ela é generosa. Ela é uma pessoa que se doa, que está sempre pronta para ajudar”, compartilha.

 

A terapeuta também expressa que a convivência ao longo dos anos e o fato de sempre terem mantido um diáologo aberto consolidou ainda mais a relação das duas. 

 

“Mas acredito que trabalhar juntas fortaleceu ainda mais nossa relação, porque nos aproximou também como parceiras. Trabalhar com minha filha é uma experiência muito rica. A gente se respeita, cada uma entende seu papel, e isso faz com que tudo funcione bem. Claro que existem desafios, mas o carinho sempre fala mais alto”, descreve ao ifronteira.com.

 

“O que eu mais gosto é a confiança que temos uma na outra. Trabalhar com alguém que você ama e confia faz toda a diferença”, complementa.

 

 

Sandra destaca que, além de mãe e filha, ela e Tatiana são companheiras de vida | Foto: Cedida

 

‘Boas mães’

 

Como terapeuta, Sandra vê muitas mães sobrecarregadas, que querem dar o melhor para seus filhos, mas que muitas vezes se sentem inseguras, cansadas e cobradas. 

Assim, ela sintetiza que o maior desejo delas é acertar, é serem boas mães.

 

“Existe uma cobrança muito grande para que a mãe seja perfeita — perfeita na educação, na casa, no trabalho, em tudo. E isso gera muita culpa e sofrimento”, define.

 

Desta forma, Sandra conclui que é necessário acolher essas mulheres sem julgamento, ouvindo com empatia e mostrando que elas não precisam ser perfeitas, apenas presentes e verdadeiras. 

“O apoio faz toda a diferença”, finaliza.

 

Sandra Mara Tarifa Botta destaca que 'cada mãe faz o melhor que pode com o que tem' | Foto: Cedida